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TÃO PERTO !!!! TÃO LONGE !!!!
Escrito por Vinho às 14h54
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10 MESES
UFA!!!
Mais um mês completado longe da fumaça.
Abraços.
Escrito por Vinho às 17h34
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300 DIAS – FALTAM 4 PARA 10 MESES
Escrito por Vinho às 09h45
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NOVOS BLOG’S NA ÁREA
Novos amigos na luta contra o Tabagismo,
Rodrigo
www.pedalero.blogspot.com
Karenin
http://senhordocastelo.blogspot.com
Escrito por Vinho às 17h23
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DESEJO E FUMAÇA ALHEIA
Esta semana passei por uma situação no mínimo difícil para um candidato a ex-fumante que nem eu, gosto de colocar desta maneira, pois passarei a me considerar um ex-fumante quando completar um ano de abstinência.
Pois bem, fui a uma confraternização com uma empresa de grande representatividade para a minha, cliente importante, pessoas legais, fizeram uma Costela, Picanha e Filé, tudo isso regado a uma cervejinha e uísque para os mais chegados, conversa vai conversa vem, os fumantes começam a botar a sua fábrica de fumaça a funcionar, até ai tudo bem, o tempo passa e você começa a sentir o cheiro do cigarro, da fumaça, em determinado períodos sinto um misto de sensações, cheiro ruim, repulsa, desejo e assim por diante, mas a verdade é que nessa situação o que eu sinto mesmo no fundo é vontade de fumar, depois até que passa, mas no momento, a força de vontade tem que ser grande e ainda em determinados momentos me pego pensando no unzinho, apenas um não irá fazer mal, esta tão fácil ali em cima da mesa, parece um diabinho sussurrando no seu ouvido: vai lá pega um, acende, é fácil, apesar de me considerar um cara que esta praticamente livre do vício, me vejo passando por esta situação destas, é lógico, quantas passarei por ano que nem esta, 5, 6 ou 10 que seja, não é motivo para voltar a fumar, pode ser que na próxima não me sinta assim também quem sabe.
O importante é que no dia seguinte você acorda tranqüilo e contente, por não ter fumado nesta situação, e me lembro bem que o day after com a mistura bebida e cigarro era desastrosa, melhor sem fumaça.
Obs.: Em tempos de Lei Seca, fui a confraternização de Táxi, olha é muito melhor assim, você fica tranqüilo no local e tem um retorno seguro para si e para o próximo.
Abraços.
Escrito por Vinho às 11h26
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HOLLYWOOD, JOHN PLAYER SPECIAL, MARLBORO
Escrevendo uma mensagem para a Mônica, sobre minha infância, lembro de aos 5 anos brincar com as bitucas de cigarro que meu pai e minha mão jogavam na rua quando fumavam na varanda em frente a nossa casa, pegava a bituca e fazia tipo de lanterna, ou uma luzinha de lazer no ar, eu gostava daquilo, achava natural, meu Pai e minha Mãe fumavam, meu primo mais velho, na época deveria ter uns 17 para 18 anos, fazia coleção de carteiras de cigarro, achava aquilo o máximo e não via a hora de poder crescer para poder fumar e iniciar a minha própria coleção.
E as propagandas do Holywood então, mostrando Jipes, Asas Delta, Jet ski e alpinistas, nossa, meu sonho de adolescência era ter um Jipe igual ao da propaganda da Holywood e ter um cigarrão do lado da boca e andar no meio das trilhas.
E as propagandas do Marlboro, com o nosso vaqueiro na fazenda tocando o gado e a mensagem dizendo, venha para o mundo de Marlboro, era de arrepiar.
E a carteira de John Player Special, o Sena dirigia o veículo de Formula 1, a carteira era igual ao carro, preta com os detalhes em dourado, e o cigarro no filtro possuía um anel dourado, também se vendia um isqueiro da mesma marca e estilo, fumei algumas destas carteiras pura e simplesmente pela imagem de poder que passavam.
Outra propaganda que me lembro muito é da Continental, onde o ator voltava para casa de trem e uma música no fundo com esta letra dizia: eu voltei, voltei para ficar, por que aqui, aqui é o meu lugar, e o ator que acho que era o Gerson, que também fez a propaganda do Vila Rica, abraçava o Pai e a Mãe se não me engano, era muito comovente.
Mais no final desta minha jornada, de adolescência para vida adulta fui me adaptando ao Free, pois eu era Livre? E este cigarro não fazia tão mal assim, pois tinha menores teores de alcatrão e nicotina, hoje sabemos ser pura enganação.
Pois bem meu Pai morreu de Enfisema Pulmonar e daí certamente eu tomei conhecimento que o cigarro matava, mas já fumava, fazia 10 anos, totalmente viciado e habituado, o cigarro já fazia parte da minha personalidade, então sabendo realmente do males deste vicio confesso que ignorei os malefícios que o cigarro poderia me trazer, pensando que talvez eu pudesse ser poupado e ser um dentre mil que fumava até a velhice e escaparia dos seus efeitos colaterais.
Infelizmente isto não existe, todos nós teremos ou vamos ter algum dano a saúde em função do cigarro, isto é certo, então parei de fumar após praticamente 9 tentativas, e hoje me encontro próximo ao meu objetivo de completar um ano longe do vício, para mim esta sendo um ano de aprendizado, estou novamente lidando com novas situações sem cigarro, tanto no âmbito profissional quanto pessoal.
Amigos é difícil, existem horas que queremos jogar tudo para cima, sair desesperado e entrar numa banca, bem como a grande maioria do tempo , dou graças a Deus que aquele mau cheiro me abandonou, a comida tem mais gosto, a bebida é mais apreciada, o beijo na esposa é melhor, o abraço no filho é dado sem culpa e sem virar o rosto por causa do mau cheiro do cigarro, somente existem coisas boas por se parar de fumar.
Escrevi este post para as pessoas entenderem como me tornei um fumante, que a meu ver foi um caminho natural, então vejam a dificuldade que tive de parar e me manter abstêmio até hoje.
Abraços.
Escrito por Vinho às 11h12
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NOVE MESES – 274 DIAS
Não poderia deixar passar em branco esta data, 9 meses sem nenhum contato, sem nenhuma recaída, sem dar sorte ao azar, 274 dias, realmente é um número muito bacana para mim, é interessante que próximo a estas datas tenho sonhos a respeito, ontem por acaso sonhei que um amigo, que é ex-fumante há mais de 10 anos, tinha voltado a fumar e me oferecia um cigarro dizendo:
Vamos fumar!
E, eu, educadamente falava que não fumava mais, e não sentia mais vontade, foi diferente de outros sonhos onde me via fumando, tendo crises de consciência, pois não havia conseguido manter minha decisão ou tinha zerado meu fumômetro.
Engraçado ter um sonho e já se sentir um ex-fumante, talvez comece mesmo a me sentir assim, o que achava que não seria tão fácil no meu caso, pois era altamente dependente, fumava muito, até não era em grande quantidade, pois não podia fumar toda hora, mas quando podia, fumava dois ou três cigarros seguidos, com a minha cervejinha e vinho então, era um atrás do outro, era tão viciado que acho que poderia fumar um cigarro atrás do outro se pudesse, meu martírio era ficar privado de poder fumar durante determinado período, na espera por poder fumar, era simplesmente algo tortuoso, algo assim possui somente uma explicação: um vício de 20 anos que se torna um hábito, muito triste isso.
Analisando agora, do lado de fora, após nove meses de abstinência, não minto que não sinta lá meus impulsos e vontades, sinto sim, mas é mais fácil segurar minha onda, muito melhor que esperar uma hora para abrandar a insaciável sede por nicotina que nosso organismo exige, até porque hoje, não lembro que precisava fumar no mínimo de uma em uma hora, para mim isso hoje me parece uma loucura, não podemos classificar isto como prazer e sim como escravidão.
Abraços.
Escrito por Vinho às 10h47
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Sem assunto
Sabe amigos, começo a ficar sem assunto, pois desta vez realmente não tenho nada relacionado ao cigarro a relatar, já passei nestes quase nove meses de cessão do tabagismo por situações de alto stress, dificuldades, angustias, dúvidas, festividades, ócio e também graças a Deus, momentos de muitas alegrias e felicidades.
Consegui passar por esse período sem a praga do cigarro, consigo agora ficar mais tempo com o meu filho e esposa, consigo me dedicar mais a atividade física, sem sentir no meio do exercício falta de ar, como era no tempo em que fumava, consigo agora assistir a um filme no cinema sem me preocupar do mesmo acabar rápido para poder fumar, pois ficar sem fumar por duas horas era um inferno, e dentre tantas atividades prazerosas que poderia descrever agora em que o cigarro roubava o sentindo.
Minha nova meta agora é a chegada no fumômetro de 365 dias, ou seja, um ano longe do vício, engraçado é que olho o mesmo todo dia, às vezes isso é meio chato, pois o tempo parece não passar, mas agora também tanto faz, o importante é não sentir mais aqueles impulsos do tabagismo, aqueles devaneios, aquela lembrança do passado, graças a Deus, hoje fico observando e sentindo muito mais os aspectos desagradáveis do vicio, ou seja, como estamos próximos do inverno, você entra no elevador e entra um fumante em seguida, realmente o odor dele ou dela, tanto faz, é desagradável, ou você esta passeando e alguém esta com o cigarro na frente jogando fumaça em você e na sua família, horrível, entendo o vício e todos os seus aspectos de dependência, mas cá entre nós, fumante é um ser mal educado em sua maioria esmagadora, com a grande muleta dourada da desculpa ser culpa da sua dependência.
E para quem não tinha mais assunto até que escrevi bastante.
Forte abraço a todos os amigos: Claudio, Mary, Ferro, Beto, Viviane, Freja, Mônica e Artemus, a força de vocês contribui de forma fundamental para que eu conseguisse chegar até aqui e espero poder contar sempre com vocês para poder ir muito mais longe.
Por ultimo dois pensamentos que achei interessante:
O velho acredita em tudo; o homem maduro dúvida de tudo; o jovem sabe tudo.
Oscar Wilde.
A sabedoria é muitas vezes mais útil aos outros do que àqueles que a possui.
O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.
Isaac Newton.
Escrito por Vinho às 14h52
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Prezados Amigos,
Já me imaginei podendo escrever o texto abaixo um dia, pois se continuasse a ser um fumante teria uma grande possibilidade disto acontecer, já que meu Avô, meu Pai e meu Tio já os tiveram, por que eu como fumante também não o teria, enfim achei oportuno para nosso grupo, a titulo de incentivo a abstinência e por ventura para aqueles que por aqui passam e ainda procuram um motivo, um argumento final para parar de fumar, acho que é suficientemente bom para parar, não existe vantagem melhor do que conseguir respirar de forma normal, não é mesmo?
Já vi como é precisar estar ligado a um cilindro de oxigênio e posso garantir a vocês que não é a melhor lembrança que trago na vida.
Abraços.
Larguei de fumar: Tenho enfisema pulmonar
TRECHOS DA ENTREVISTA COM CHICO ANYSIO , FALANDO SOBRE O ENFISEMA PULMONAR QUE ADQUIRIU COM O HÁBITO DE FUMAR.
“De tudo que eu fiz na vida, das bobagens todas que eu cometi, eu só me arrependo de ter fumado, fumar foi realmente, uma bobagem muito grande...”
“Podia ser um câncer, o enfisema foi um presente que eu ganhei, porque pelo tanto que eu fumei, o certo era ter um câncer...”
“Eu tenho 50% do pulmão, o resto é palha”
“Eu me canso com uma facilidade enorme... eu vou... daqui ao meu quarto é uma caminhada, é longe o meu quarto.... É longe, cê não faz idéia...”
“ Aeroporto, cadeira de rodas, vou pro Claro Hall, cadeira de rodas...”
“Viajar eu não viajo mais, porque viagem significa caminhar né? Prá ver as coisas...” (abaixo o link qu remete ao aúdio da entrevista) ................................................................................
É, se a gente soubesse... Ou melhor, se a gente acreditasse quando aquela amiga chata do trabalho falava que cigarro faz mal! Se a gente prestasse um pouco de atenção quando a mãe, a irmã e o sobrinho nos enchiam o saco falando que a fumaça do cigarro fede e que o nosso pulmão já devia ter “virado palha”, como diz o Chico.
Se eu soubesse... Se eu tivesse acreditado! Se eu não tivesse ido comprar outra carteira de cigarros toda vez que meu filho amassava uma delas e jogava fora. E outra, e mais outra. Se, se e se... Hoje eu não teria um enfisema pulmonar.
Sim, como o Chico eu também tenho enfisema. Meu pai morreu de enfisema pulmonar. Uma doença degenerativa em que os pulmões perdem a elasticidade e as paredes periféricas dos órgãos são substituídas por grandes bolsas de ar. A respiração se torna progressivamente mais difícil. Mais letal que a bronquite, o enfisema é uma doença progressiva que pode levar à morte. A lesão pulmonar causada pelas DPOCs ( doenças pulmonares obstrutivas crônicas) é irreversível. Portanto, não há cura, e sim controle do avanço da doença. “É como se o pulmão fosse uma rede e de repente fizessem um buraco nela. Ela nunca mais poderá ser a mesma”, explica um pneumologista.
Em quadro clínico avançado, o enfermo não consegue realizar ações simples, a exemplo de pentear o cabelo, tomar banho, alimentar-se, caminhar e até conversar. O indivíduo passa a depender da ajuda de familiares e/ou um cuidador para exercer essas atividades e necessita adotar tratamento com medicação específica, bem como implementar algumas mudanças nos hábitos. O enfisema pulmonar pode evoluir para um quadro de insuficiência respiratória e daí para um estágio terminal, em que a pessoa fica presa ao balão de oxigênio 24h por dia. E como diz o Chico, na entrevista, tudo é muitoooo longe! O seu quarto, nas crises, fica a kilômetros de distância...A gente cansa fácil, muito fácil. Caminhar se torna uma maratona, e subir morros....bem, subir morros a pé, nem pensar! O inverno se torna um martírio e o calor do verão, quando é demais, também não nos faz sentir bem! Respirar, prá quem tem enfisema, se torna a coisa mais preciosa do mundo. Que coisa hein? Algo sobre o qual a gente nunca pensou tanto!
Respirar!!!! Que coisa maravilhosa!
Agora eu fico me perguntando o que é que faz uma pessoa fumar, sabendo que faz tanto mal! O vício - você vai dizer bem rápido! Sim, o vício, respondo eu. Mas porque é que quando a gente leva um susto desses que eu levei a gente consegue parar então? Não sem nenhum sacrifício, é verdade, mas consegue! Eu consegui. E olha que eu fumava muitooooo!!!
Fumar seria uma forma de auto-flagelo? Seria uma maneira de nos punirmos (inconscientemente) pelos nossos erros, pelo que queríamos fazer e não fizemos, pelo que fizemos e não queríamos fazer?
Estou quase convencida que sim! Fumar é uma forma de auto-punição! Só pode ser!
Mas veja, você não está só se punindo. VOCÊ ESTÁ SE MATANDO!
Se fumar é tão ruim e lhe faz tanto mal e ainda assim você continua... Se lhe faz feder - sim, quem fuma fede mesmo, me desculpe, eu também não gostava de ouvir isso, mas é verdade! Se lhe faz dependente física, química e psicológicamente de um rolinho de papel, se você vira escravo de um “pedacinho de coisa ruim” entre os dedos, e ainda assim você insiste em não largar, sabendo que por isso, cedo ou tarde vai morrer de infarto, ou enfisema, ou qualquer outro raio de doença que lhe acometa e lhe tire o ar... O ar, oxigênio... lembra dele? Porque a gente só lembra quando ele nos falta! O ar que hoje é tudo pra mim, e que você precisa prá viver, prá caminhar, pra beijar seu marido ou sua esposa, prá brincar com seu filho, ou seu neto...Prá tomar banho, que seja, ou simplesmente prá berrar agora comigo a raiva que você tá sentindo!
Se você sabe de tudo isso, e ainda fuma, me desculpa meu amigo, VOCÊ É UM SUICIDA, EM POTENCIAL !
Áudio da entrevista do Chico Anysio
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| Mara Regina Weiss |
Publicado no Recanto das Letras em 15/08/2007 Código do texto: T608633 |
Escrito por Vinho às 10h50
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8 MESES
Na próxima segunda-feira completo oito meses de abstinência total, quase não acredito que faltarão apenas 4 meses para o primeiro ano livre da fumaça e mau cheiro do cigarro, pulmão 100% e fôlego renovado.
Crises a parte, não vejo à hora de poder escrever aqui que estou um ano livre.
Gosto de pensar que quando completar um ano estarei entrando num novo estágio, sei que a vigilância e persistência deverão ser constantes, mas grande parte da historia já estará sendo traçada, pois nunca fiquei tanto tempo sem fumar, já havia parado antes durante 9 meses, mas um ou outro dia da semana fumava o unzinho, que agora entendo não ser possível de se administrar no meu caso.
Amigos, como imaginei no principio que os três primeiros meses seriam meu inferno, e realmente o foram, agora fico há imaginar um ano sem cigarro, ou seja, abandonar de fato a memória afetiva e virar uma página de 20 anos da minha historia.
Alias, este fato ou fardo de 20 anos é que vive a me assombrar, a cada situação de stress ou de angustia, preocupação, lá esta a lembrança, e sempre com a eterna vigilância e policiamento da situação.
Hoje considero mais fácil passar por estas situações, existem dias melhores e dias piores, mas estou reaprendendo a lidar com isso, e com a cancha de um ano acredito que será mais fácil.
Às vezes me empolgo um pouco nos textos, mas não queria deixar passar esta data que para mim é muito importante.
Abraços a todos.
Escrito por Vinho às 14h55
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230 DIAS
Eu sei que sou meio exagerado com certas questões, mas é minha personalidade, a preocupação é um dos traços da minha índole, e não poderia ser diferente agora, o que sinto dificuldade às vezes é de enfrentar varias situações antes vividas com o cigarro e agora sem, pode ser que para vocês seja simples, para mim não é tão simples assim.
Vivo e percebo claramente hoje todos os benefícios da cessão do tabagismo, é algo claro, visível, que certamente me encoraja a seguir em frente e serve como meu subconsciente, pois tenho que me lembrar que o dia em que parei de fumar, foi justamente em função de uma dor no pulmão que me impedia de tragar, depois de um, dois, três dias sem fumar a dor foi embora, acredito que deveria ser uma inflamação ou coisa do tipo, mas se curar disto fumando é um processo longo, eu sei, pois tinha às vezes aquela seqüela da gripe, uma tosse forte, e fumando ficava uma coisa linda, não curava nunca.
A situação engraçada é que ao mesmo tempo em que determinados dias são muito difíceis, outros se quer tomo conhecimento do cigarro, parece até que nunca fui fumante, acho que deve ser assim mesmo, vou seguindo em frente, uns dias melhores outros piores, mas a vida é assim.
Abraços.
Escrito por Vinho às 10h45
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SOB UM LEVE DESESPERO
Sabe, é ruim quando nos perguntam quanto tempo estamos sem fumar, e com bastante orgulho você responde: sete meses, então o cara fala o seguinte: Quem lembra quando parou é porque daqui a pouco estará fumando de novo, ai vem àquela máxima, se não ta ajudando em pelo menos não atrapalha não é?
Já é difícil o bastante a readaptação à vida cotidiana sem a companhia do antigo vício, é exatamente um vício, e como tal, difícil de largar, esquecer e por que não dizer conviver, vejam uma pessoa que nem eu, que semanalmente tem compromissos sociais e profissionais onde o bate papo, jantares e reuniões são comuns com bebidas alcoólicas e quem foi fumante sabe que tudo isso é acompanhado de cigarro e charutos, então é difícil uma readaptação e ainda sem apoio é mais difícil ainda.
Então, a readaptação hoje é difícil, toda semana eu vou para uma reunião dessa e já me policio para não sentar mais perto dos fumantes, ou então, me concentrar no papo e ainda por cima me esquivar das constantes investidas dos fumantes do tipo, pode pegar um cigarro, ou então, um charuto não faz mal, pode fumar.
Para mim faz mal sim, somente o cheiro já me traz lembranças, imagina fumar um troço desses, o que não faria a minha memória, não posso não, sou viciado e não posso com a primeira tragada, então fico longe disso, esta vez é diferente pois, saiu de casa e vou aos compromissos, pois não podemos parar de viver ao parar de fumar, mas eu enfrento situações difíceis, é fácil ficar sem fumar no escritório, onde não se pode fumar e não existe nem fumodromo, o difícil é quando você sai para a rua ou para estas reuniões, estou conseguindo me sair bem, mas é chato o que os fumantes fazem conosco.
Fico tão orgulhoso de poder dizer: Estou a 200 e poucos dias sem fumar, sete meses, daí vêem o cara e diz que eu vou voltar a fumar logo, pois eu sei o tempo que fiquei sem fumar.
Então para essas pessoas que vão pra pqp!!!!!
Desculpa o desabafo, mas às vezes me parece até que a gente não devia ficar contabilizando a nossa vitória.
Mas vou ficar contabilizando sim, e cada vez que me disserem isso, eu vou dizer pode ser que sim ou pode ser que não, o importante é estar a sete meses sem fumaça no pulmão, o que vêem depois disso eu não sei, somente sei que é melhor sem fumaça, com mais fôlego, com mais saúde e o que é ainda melhor Free de verdade.
Abraços.
Escrito por Vinho às 16h10
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Post da Viviane
Interessante, relendo um post da Vivi de 23/08/07, achei muito familiar um comentário dela a respeito de quando chegar aos 65 anos voltar a fumar e comer demais sem culpa, ultimamente tenho tido vários sonhos em que volto a fumar e não consigo parar depois, bem como sinto aqueles devaneios de ir a uma banca e comprar um cigarro e ver o que acontece.
O engraçado é que lendo este post da Vivi, lembro que eu tinha o mesmo pensamento dela, voltar a fumar daqui a 10, 15, 20 ou 30 anos, tinha a esperança de que até inventassem um cigarro que não prejudicasse a saúde ou algo parecido, tinha como meta daqui a 10 anos voltar a fumar charutos e coisas do tipo.
Assim como ela naquela fase estou a fazer exercícios físicos de forma alucinada, em virtude de uma contusão, comecei a rever minhas atividades e graças a Deus estou fazendo os exercícios de forma correta e adequada agora, com o devido acompanhamento médico e de profissionais da área de educação física.
O que quero dizer na verdade é que às vezes começamos nossa jornada, com o intuito de adiarmos o tabagismo para uma outra época, isto não funciona, nesta minha última tentativa, gosto de pesar desta forma, pois sou um ser humano, e como todo ele a margem de se cometer erros e falhas, vou enfrentando meus fantasmas, afinal não esperava que 20 anos de tabagismo fossem fáceis de abandonar.
Afinal de contas nem herói, nem rato, gente, como nosso amigão Beto sempre Fala.
Afinal de contas hoje começo a pensar que quando tivermos 65 anos precisaremos muito mais de nossos pulmões na melhor forma possível, quero ver meus netos, brincar com eles, e sem saúde e fôlego, isso não será possível.
Abraços amigos e Bom fim de Semana a todos.
Escrito por Vinho às 15h06
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7 MESES
A Vida continua, melhor sem cigarro, crises existem, superá-las fazem parte dela.
Abraços.
Escrito por Vinho às 19h22
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MEMÓRIA
Interessante, hoje tive a nítida imagem, quando fui ao banco sacar dinheiro, de passar na banca, comprar uma carteira de Carlton e fumar um cigarro, após ter tomado um belo café expresso, o clima ameno de Santa Catarina nesta época do ano, o céu azul, a caminhada sem compromisso, tudo isso configurou a esta lembrança ou a sensação do déjà vu, hoje me parece estar sendo um daqueles dias regado a saudade deste que tanto mal nos traz.
Sei de tudo o que o tabagismo representa, sei, senti e ainda sinto suas seqüelas e mazelas, e isto é que continua me dando força para persistir e ir em frente, acho que em função de poder escrever o que sinto é que consigo de certa forma me manter afastado do vício e não voltar a fumar de fato, isto que estou prestes a completar 7 meses longe do cigarro, totalmente abstêmio.
As vezes me sinto assim, como em determinados dias nem lembro do cigarro, em outros me parece ser insuportável ficar sem ele em certos períodos, continuo a esperar que isto suma da minha lembrança, não quero mais ter esta sensação, esta memória.
Escrito por Vinho às 15h45
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